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• Monumento a D. Pedro I



 

ÁREA TURÍSTICA ZONA CENTRAL

ESPAÇO TURÍSTICO PRAÇA TIRADENTES E RUA DO LAVRADIO


No centro da Praça Tiradentes, este monumento em bronze, granito e ferro fundido homenageando D. Pedro I foi inaugurado em 1862 e é o mais antigo do RJ e o primeiro instalado em uma via pública. Apresenta uma estátua eqüestre do Imperador uniformizado, braço direito alçado -  mostrando ao mundo o auto da Independência do Brasil -, apoiada em uma base de granito e pedestal de bronze octogonal com faces de alegorias indígenas representando os grandes rios Amazonas, Madeira, São Francisco e Paraná, além de animais e plantas típicos do Brasil. Na parte superior da face principal, estão as armas do Império e a inscrição “A D.Pedro Primeiro, Gratidão dos Brasileiros”. Nas faces laterais, as armas de Bragança, vigiadas por dragões em bronze dourado.

Neste monumento, cinco datas históricas estão inscritas:

  • 12 de outubro de 1798: nascimento de D. Pedro
  • 06 de novembro de 1822: casamento de D. Pedro com D. Maria Leopoldina
  • 07 de setembro de 1822: proclamação da Independência
  • 01 de dezembro de 1822: sagração e coroação de D.Pedro I
  • 17 de outubro de 1829: casamento de D. Pedro com Amália de Leutchenberg

 

 

D. PEDRO I

D. Pedro I (1798 - 1834), membro da Casa de Bragança e filho de D. João VI e Carlota Joaquina, foi o fundador e primeiro monarca do Império do Brasil. Nascido em Lisboa, quando Portugal foi invadido, em 1807, por tropas francesas veio com sua família para o Brasil. 

Em março de 1816, com a morte de Dona Maria I, a Louca e a elevação de seu pai a Rei de Portugal, D. Pedro recebeu o título de Príncipe Real e Herdeiro do Trono (o irmão mais velho, Antônio Príncipe da Beira, falecera em 1801). 

Em 1820. irrompe em Portugal uma revolução - a "Revolução do Porto" - exigindo a restituição do Pacto Colonial e o retorno da Família Real ao reino. D. João VI, inicialmente, a ignora, mas devido à pressão popular, do clero, da nobreza e da burguesia portuguesa, decide, em 1821, retornar à metrópole depois de cerca de treze anos no Rio de Janeiro, deixando D. Pedro I, seu filho, como Príncipe Regente do Brasil.

Em Portugal, entretanto, as cortes que redigiam a Constituição Portuguesa, pressionadas pela elite política portuguesa, iniciaram um processo para anular os direitos concedidos ao Brasil, (que tinha sido elevado à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves) e retorná-lo à categoria de colônia ultramar. 

Pressionado por essas cortes, D. João VI assinou um documento que tornava inefetivo o título de príncipe regente no Brasil concedido a D. Pedro I. Uma ordem judicial exigiu a volta imediata do príncipe a Portugal. A exigência doa volta de D. Pedro I a Lisboa e, assim, retirar a autonomia política que o Brasil gozava desde 1808, foi recebida com descontentamento geral.  

Para cumprir esta tarefa, foi enviada uma frota ao Rio de Janeiro, destinada a repatriá-lo. Após ter recebido um abaixo-assinado com centenas de assinaturas pedindo que ele permanecesse no Brasil, o regente recusou-se a embarcar para a Europa e, em 9 de janeiro de 1822, pronunciou, em um episódio que ficou conhecido como "Dia do Fico", a frase histórica: "Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto, diga ao povo que fico!", declarando, também, que nenhuma ordem das cortes portuguesas seria cumprida no Brasil sem a sua autorização.

Tendo que ligar com as ameaças de revolucionários e com a insubordinação de tropas portuguesas, D. Pedro I teve sua popularidade comprovada em abril, durante uma viagem a Minas gerais. De lá seguiu para São Paulo, a fim de pacificar rebeliões na província. Em 7 de setembro de 1822, quando ia de Santos para a capital paulista, recebeu notícias de Portugal, tomando conhecimento de que fora rebaixado da condição de regente a mero delegado das cortes de Lisboa. Ali mesmo, junto ao riacho do Ipiranga, o herdeiro de D. João VI, ao receber a última ordem do pai para regressar em vergonha ao país, proferiu o famoso grito do Ipiranga: "Independência ou Morte!".

De volta ao Rio de Janeiro, em janeiro de 1823, foi proclamado imperador e "defensor perpétuo do Brasil", sendo logo após,  sagrado e coroado. No ano seguinte,redigida por ele mesmo (após dissolver a Assembléia acusando os brasileiros de infiéis) com auxílio de um Conselho de Estado, foi outorgada a Primeira Constituição Brasileira,  Apesar da forma autoritária, o Brasil tornava-se uma monarquia constitucional. Nela, o Brasil possuia 4 poderes: Legislativo, Executivo, Judiciário e o Moderador (exclusivo do Imperador). A divisão do Brasil era em Províncias, o poder era centralizado, a religião oficial era a católica apostólica e romana, garantindo o direito livre de culto, e a escravidão era preservada. Assim, tem início o Primeiro Reinado, que se estendeu da independência até a abdicação de D. Pedro I, em 1831.

Poucos meses depois, foi esmagada a Confederação do Equador - um movimento revolucionário, de caráter separatista e republicano ocorrido em 1824 no Nordeste do Brasil -, principal reação contra a tendência absolutista e a política centralizadora de seu governo. 

A Independência do Brasil foi contestada em território brasileiro por tropas do Exército Português, especialmente nas regiões onde, por razões estratégicas, elas se concentravam, a saber, nas então Províncias Cisplatina, da Bahia, do Piauí, do Maranhão e do Grão-Pará (Guerra da Independência do Brasil). A Independência foi oficialmente reconhecida por Portugal e pelo Reino Unido somente em 1825.

No início de 1826 uma rebelião separatista na província sulista da Cisplatina, e a tentativa subsequente de sua anexação pela Províncias Unidas do Rio da Prata (futura Argentina) levaram o império a Guerra da Cisplatina. Em março de 1826, Pedro I se tornou rei de Portugal com o título de D. Pedro IV, mas logo abdicou do trono português a favor de Maria II, sua filha mais velha. 

Em 1828, no Brasil, a guerra do sul resultou na perda da Cisplatina e, em Lisboa, o trono de Maria II foi usurpado pelo príncipe D. Miguel, irmão mais novo de Pedro I. 

Por governar de forma autoritária, sem levar em conta o Parlamento, D. Pedro I vai perdendo popularidade e diante do desgaste político resolve, em 1831, abdicar em favor de seu filho de apenas cinco anos, D. Pedro II (1825-1891), e volta à Europa, onde assume a liderança da luta para restaurar os direitos de sua filha, usurpados por D. Miguel. 

Em julho de 1834, após a batalha de Lisboa, derrota os miguelistas e repõe sua filha no trono. Voltando tuberculoso da campanha, falece logo após, em setembro de 1834. 


 

 

 

 


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