Turismo de Esportes e Aventura

Turismo de Esportes e Aventura

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Destaque

(Artigos MaisRio)

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Relação e definição dos principais esportes de aventura envolvendo um meio aéreo

 

Relação e definição dos principais esportes de aventura envolvendo um meio terrestre

 

Relação e definição dos principais esportes de aventura envolvendo um meio aquoso

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TURISMO DE AVENTURA

Primeiramente entendido como uma atividade ou subproduto do Ecoturismo, o segmento de Turismo de Aventura, atualmente, possui características e consistência mercadológica próprias e, conseqüentemente, seu crescimento vem adquirindo um novo enfoque de ofertas e possibilidades.

Como decorrência do desenvolvimento observado na última década, vários empreendimentos foram constituídos no País, oferecendo produtos e serviços especializados aos turistas, impulsionado pelas transformações no comportamento do consumidor na direção de estilos de vida mais saudáveis e também por uma sensibilidade aos assuntos ligados à preservação da cultura e da natureza, que se refletem na escolha das atividades de lazer e, assim, na definição dos destinos turísticos.

Os impactos econômicos desse segmento não se limitam aos destinos turísticos. Diversos envolvidos, que de modo geral não estão sediados nos núcleos receptores, são diretamente impulsionados: fornecedores de equipamentos, seguradoras, outros produtos e atividades associadas. Diante disso e considerando as especificidades desse segmento, principalmente quanto ao quesito segurança, verificou-se a necessidade de delimitar a sua abrangência em relação a outros tipos de turismo, tanto para embasar a formulação e execução de políticas públicas como também subsidiar os interessados quanto às características e questões legais que podem implicar nas relações de mercado. 

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ESPORTES DE AVENTURA x ESPORTES RADICAIS

A palavra aventura – do latim “o que há por vir” – remete a algo diferente, ao desafio, a um certo risco, capaz de proporcionar a sensação de prazer, liberdade e superação pessoal, que varia de acordo com a expectativa de cada pessoa e do nível de dificuldade de cada atividade. Para fins deste conceito, consideram-se atividades de aventura aquelas cujo prêmio é a superação de limites pessoais, caracterizadas como atividades de recreação e não de competição. 

As atividades denominadas esportivas, sejam de aventura ou não, quando entendidas como competições são definidas como modalidades esportivas e tratadas no âmbito do segmento denominado Turismo de Esportes.

Como alternativa do termo “esportes de aventura” a mídia tem utilizado o termo “esportes radicais”; entretanto, os termos “radical” e “aventura” referem-se a estilos diferentes para a prática de atividades muito semelhantes, não podendo ser considerados sinônimos. 

Do ponto de vista de “aventura” o risco não é o objetivo em si, mas um componente inerente a qualquer atividade humana; desta forma, o esportista aceita o risco como um elemento de sua busca de realização pessoal. Situações de perigo jamais são voluntariamente provocadas, e seu risco é constantemente reduzido através de técnicas e equipamentos de segurança e do bom senso desenvolvido pelo esportista.

Do ponto de vista “radical” o risco é o objetivo em si mesmo, e o medo, a “adrenalina” e outras sensações associadas são a recompensa do esportista. Para tanto, situações de risco são provocadas, sejam ambientais ou não. Estar “no limite” é fundamental para a realização deste esportista.

O termo esporte radical é usado para designar um esporte com um alto grau de risco físico, dado às condições extremas de altura, velocidade ou outras variantes em que é praticados.

A definição de esporte de aventura surgiu depois de anos de troças devido a discussões de marketing. No final dos anos 80 e início dos anos 90, o termo foi usado para designar esporte de adultos, e o skydiving, surf, alpinismo, montanhismo, pára-quedismo, hang gliding e bungee jumping, treeking e mountain bike que antes eram esportes praticados por um pequeno grupo de pessoas, passaram a se tornar populares.

O termo ganhou popularidade com o advento de uma coleção de eventos radicais feito especialmente para a televisão. Os anunciantes rapidamente começaram a divulgar o evento para a população geral e, como conseqüência, os competidores e organizadores desses esportes começaram a ganhar patrocínio para continuar no esporte. 

Uma característica de atividades semelhantes na visão de muitas pessoas é a alegada capacidade de causar a aceleração da adrenalina nos participantes. De qualquer forma, a visão médica é que a pressa ou altura associadas com uma atividade não é responsável para que a adrenalina lance hormônios responsáveis pelo medo, mas sim pelo aumento dos níveis de dopamina, endorfina e serotonina por causa do alto nível de esforço psíquico. Além disto, um estudo recente sugere haver uma ligação para a adrenalina e a “verdade” dos esportes radicais. O estudo define “verdade” dos esportes radicais como um lazer ou atividade recreativa muito agradável, mas se tiver uma má administração poderá gerar acidentes e até a morte do praticante. Esta definição é designada para separar anúncio comercial que exagera na descrição dos fatos e "aumenta" a verdade da atividade realizada. Outra característica das atividades rotuladas é que elas tendem a ser de preferência mais individual do que esportes de equipe. Os esportes radicais podem incluir as atividades competitivas e não-competitivas.

Muitos participantes quase não sabem de todas as atividades que os esportes radicais compreendem. O mais apaixonado purista, o rótulo dos praticantes dos esportes radicais, não combina com a realidade, porque eles não competem para ganhar “qualquer coisa”. De forma mais grave, os esportes radicais são freqüentemente rotulados como culpados por estereotipar os participantes desta atividade como estúpidos, impulsivos, e às vezes, suicidas.

Exemplos de esporte radical que originalmente foram inventados séculos atrás foram o surf e o bungee jump, ambos criados pelos nativos havaianos como forma de “teste” entre os homens da aldeia.

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MOVIMENTOS TURÍSTICOS

São entendidos como movimentos turísticos os deslocamentos e estadas que envolvem a efetivação de atividades consideradas turísticas geradas pela prática de atividades de aventura e que dão consistência a este segmento, ou seja, a oferta de serviços, equipamentos e produtos de:

• hospedagem • alimentação • transporte • recepção e condução de turistas • recreação e entretenimento • operação e agenciamento

 • outras atividades complementares que existam em função da prática do turismo 

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PRINCIPAIS MODALIDADES DO TURISMO DE AVENTURA

Ao se analisar o Turismo de Aventura, observa-se que o interesse turístico se volta quase que exclusivamente para atividades decorrentes da prática de esportes de aventura, que apresenta diferentes modalidades em seu meio de atuação: ar, terra e água. Entretanto, prática comum tem sido as Corridas de Aventura ou competições multi-esportivas, que são competições que envolvem várias modalidades de esportes de aventura, em geral realizadas em ambiente natural e tendo como característica uma logística complexa, tanto na organização dos eventos como na formação e preparação das equipes de atletas. Por envolver muitas atividades esportivas, a quantidade de equipamentos utilizada pelos atletas é grande e a maioria é requerida obrigatoriamente pela organização da prova.Não há um formato obrigatório para estas corridas de aventura, mas o mais utilizado é com equipes de dois a quatro atletas que precisam percorrer um trajeto marcado em mapas e cartas topográficas que são fornecidos pela organização do evento.

As modalidades mais comuns nas corridas de aventura são: como modalidades Terra, o Trekking,  o Mountain Bike e Atividades Verticais (Tiroleza, Ascenção, Rapel) e como modalidades Água, a Canoagem, o Rafting e o Bóia-cross ou Acquaride.

Quanto aos ditos programas radicais, a cidade do RJ praticamente não oferece programas para este segmento do Turismo, seja por serem solicitados por um contingente inexpressivo de turistas ou mesmo pela inexistência de condições para a realização de tais programas, principalmente no que diz respeito às condições geográficas necessárias.  Entretanto, é interessante que, apesar do não oferecimento de algumas modalidades de esporte de aventura, estas sejam abordadas para um conhecimento sobre o atual estado da arte. 

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